Sábado, 26 de Janeiro de 2008
Ela veio para minha mãe com 8 dias de nascida. Devia ser um casal, mas o macho morrera com diarreia e maus tratos. Então minha mãe decidiu traze-la mais cedo para casa. Seu nome deveria ser Clarinha, mas eu decidi chama-la de Fofinha contradizendo a escolha de minha mãe, já que era a proprietária. Fofinha, desprovida do aconchego materno, teve que se contentar com o leite camponesa com sal e açúcar que era lhe oferecido em bolsinha de picolé, para parecer com o bico do peito da mãe. E toda a atenção da família já que sua vida era brincar e brincar. Bem, mãe a tinha como um verdadeiro chodó. Ela estava substituindo o lugar de três cãezinhos: Nucita, que tinha a altura de um palmo e meio de altura e dois palmos de cumprimento faleceu aos nove anos de idade depois de parir três vezes; Pelúcia que falecera estranhamente enquanto dormia em sua casinha alguns dias depois que a mãe, era filha da primeira de Nucita, com quatro anos de idade e apenas um parto, filha de Nik, o poodou legitimo da visinha que era dois palmos mais alto que Nucita; e, Pelôncio, o meu querido Pelôncio que falecera vitima da gripegenético mesmo com as vacinas em dia. Filho de Nucita e sobrinho de Pelucia. (foi um acidente ) apesar da mãe não ser peluda, e os tios quase não terem cabelo, inclusive o proprio pai, Pelôncio puxara ao avô Nik, porém com uma direfença: Seu pêlo era cinzento e liso, finvez o e muuuito comprido. Pelôncio era tão travesso como Fofinha.
A rejeição de Fofinha por sua dona, minha mãe, começou quando ela ia tomar banho e gritava como uma condenada toda vez; quando preferia está comigo o dia todo; quando fazia uma verdadeira festa toda vez que eu chegava do trabalho. Inconformada, minha mãe resolveu trazer a irmã de Fofinha para casa. Ela queria me dizer que Fofinha era dela e que a outra cachorrinha era para mim, já que eu também estava começando a aceitar a idéia de ter um substituto para o vasio que Pelôncio me deixou no coração. Aconteceu que Branca chegou exatamente com 29 dias de nascida. Era a ultima irmã de Fofinha que estava prometida para outra família, mas por razões de saúde fragilizada e pela insistencia de minha mãe em querer a cachorrinha, a proprietária decidiu que ela devia ficar conosco. Branca chegou com uma diarreia "chicotinho", uma barriga imensa e uma manha terrível. Achei que ia morrer não duraria muito. Nem quis que Fofinha ficasse muito temp com ela ou também adquiriria a bactéria da diarreia e também adoeceria. Branca era minha e por causa da saúde e porque Fofinha se recusava ficar com minha mãe, ela ficou com a enferminha e eu, com a sapequinha por um tempo até que melhorasse tudo. O resultado final: Fofinha é tão grudada a mim quanto unha e carne. E eu não consigo parar de amá-la e mimá-la.